Magé — RJ
Rio de Janeiro · Região imediata de Rio de Janeiro
Magé - RJ é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. Por outro lado, o desempenho econômico é um fator de atenção.
- População
- 244,1 mil
- PIB
- R$ 5,3 bi
- PIB per capita
- R$ 23,2 mil
- Empregos formais
- 26,8 mil
- Remuneração média
- R$ 2,3 mil
Panorama econômico
Magé - RJ é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. Por outro lado, o desempenho econômico é um fator de atenção.
No ano, o município acumula mais admissões que demissões, com um saldo de 429 funcionários. Além disso, houve incremento de 141 novas empresas na cidade durante o ano.
Tamanho e Localização
Considerado uma capital subregional de alta influência na região, o município de Magé fica perto da cidade de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
Magé é o 8º município mais populoso da grande região de Rio de Janeiro, com 244,1 mil habitantes. O PIB da cidade é de cerca de R$ 5,3 bilhões de reais, sendo que 44,6% do valor adicionado advém da administração pública, na sequência aparecem as participações dos serviços (41,8%), da indústria (12,1%) e da agropecuária (1,5%).
Com esta estrutura, o PIB per capita de Magé é de R$ 23,2 mil, valor inferior à média do estado (R$ 73,1 mil), da grande região de Rio de Janeiro (R$ 74,2 mil) e da pequena região de Rio de Janeiro (R$ 74,4 mil).
Demografia
A cidade tem uma estrutura etária jovem, formada por 20,5% de crianças (0 a 14 anos), 14,7% de adolescentes (15 a 24 anos), 21,4% de adultos jovens (25 a 39), 32,4% de adultos maduros (40 a 64) e de 11% de pessoas com mais de 65 anos de iade. Isto configura uma razão de dependência de 45,9%, o que indica 4,6 dependentes (crianças e idosos) para cada dez pessoas em idade ativa e que a cidade ainda está em uma situação de bônus demográfico. A razão de dependência carioca é de 44,7%.
O índice de envelhecimento de Magé é de 53,8% (5,4 idosos para cada 10 crianças), valor menor que o do estado (73,3%), sinalizando que o município envelhece mais devagar do que a média carioca. Comparado aos demais municípios, o índice da cidade é o 80° maior do estado.
Já o nível de juventude é de 27,2%, há 2,7 jovens (15–24) para cada 10 adultos (25–64). Este valor fica acima da média estadual 24,2%), o que sugere uma forte inserção de pessoas ativas economicamente em curto e médio prazo. Já o índice de maturidade é de 1,51 adultos sêniores (40-64) para cada adulto jovem (25-39), este valor é menor que a média estadual, confirmando a concentração em público de menor tíquete (academia, restaurantes, bens duráveis, educação e aluguéis de primeira moradia).
Geração de Empregos
O município possui 26,8 mil empregos com carteira assinada, professor de nível médio no ensino fundamental. A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 2,3 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 4,1 mil.
De janeiro a agosto de 2026, foram registradas 6,7 mil admissões formais e 6,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 429 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 206.
Na grande região de Rio de Janeiro este é o 13º melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 12º que mais cresce na pequena região de Rio de Janeiro.
Abertura de Empresas
Até agosto de 2026 houve registro de 141 novas empresas em Magé, sendo que 27 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (41). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 425 empresas.
Na região, somam-se 3,8 mil novas empresas, valor que é superior ao desempenho do ano passado. Destacam-se as cidades de Niterói, Duque de Caxias, São João de Meriti, Maricá e Angra dos Reis, que somaram um total de 2,8 mil novas empresas, o que representa 73,6% do total de empresas abertas na região no período.
Crescimento da População
Crescimento do PIB
Entre 2006 a 2021, o crescimento do PIB municipal apresentou o 14° melhor desempenho da região imediata. Nos últimos dez anos, o crescimento nominal do nível de atividade da cidade foi de 100,9% e a taxa apresentada dos últimos 5 anos foi de 29,3%.
Renda e Potencial de Consumo
A concentração de renda entre as classes econômicas em Magé pode ser considerada alta e é relativamente superior à média estadual. As faixas de menor poder aquisitivo (E e D) participam com 84,2% do total de remunerações da cidade, enquanto que as classes mais altas representam 1,8%. Destaca-se que a composição de renda das classes mais baixas da cidade têm uma concentração 46,6 pontos percentuais maior que a média estadual, já as faixas de alta renda possuem participação 26,9 pontos abaixo da média.
Do total de trabalhadores, as três atividades que mais empregam são: administração pública em geral (11797), comércio varejista de supermercados (884) e serviços combinados de escritório e apoio administrativo (785). Entre os setores característicos da cidade, também se destacam as atividades de fabricação de pólvoras, explosivos e detonantes e administração pública em geral.
A renda média dos responsáveis pelos domicílios na cidade é de R$ 1.875, entre os bairros de maior poder aquisitivo, destacam-se: Flexeiras, com média de R$ 4.170, seguido dos bairros Sertao (R$ 3.143), Vila Vitoria (R$ 3.143) e Magemirim (R$ 2.961).
Estrutura de saúde
Em 2025, Magé registrou uma taxa de 63,1 leitos do SUS para cada cem mil habitantes. Este quantitativo de leitos diminuiu nos últimos anos em um ritmo de -2,5 leitos a cada cem mil habitantes por ano. A taxa de atual é a 77° maior do estado. Já os leitos não pertencentes ao SUS formam a taxa de 25,8 (por 100 mil hab.) e apresentam um crescimento de 0 leitos por cem mil habitantes a cada ano. O município possui registros de leitos preparados para UTI apenas na categoria não-SUS, com uma taxa de 3,7 para cada cem mil habitantes.
A cidade conta com 1,28 enfermeiros para cada mil habitantes e 1,93 médicos por mil habitantes. A taxa de enfermeiros é menor que a usual e aumentou nos últimos dez anos, quando a taxa era de 0,57 por mil habitantes. Já a taxa de médicos é inferior à média e cresceu durante os últimos anos. Há dez anos, a taxa era de 0,85 para cada mil habitantes.
Cobertura vacinal
Entre os nove tipos de vacinações analisadas, a cobertura média vacinal do município é de 71%, o que representa uma taxa bem abaixo da média dos demais municípios brasileiros. A vacina de maior cobertura local é a Pneumocócica, com uma taxa de 79,1%, por outro lado, a Hepatite B apresenta maiores desafios, com uma cobertura de 59,6187175%.
Atenção básica e pré-natal
Em 2025, no município de Magé, o percentual de nascimentos com pré-natal adequado foi de 62,8%, esta é o 73° melhor cenário no estado de Rio de Janeiro. Também foram registrados casos de nascimentos com nenhum atendimento de pré-natal, isto ocorreu em 0,6% dos nascidos vivos no ano, o que pode ser considerada uma taxa comum em relação aos demais municípios brasileiros e se posiciona como o 63° pior cenário do estado.
A cobertura de atenção básica em Magé alcançou a taxa de 89% no ano de 2025. No estado, 58 municípios alcançaram a cobertura total de atenção básica para sua população. A cobertura de atendimento dos agentes comunitários e da estratégia de saúde familiar foi de 100% e 86%, respectivamente. Além disso, estima-se que o percentual da população coberta por planos e seguros de assistência suplementar à saúde (privados) é de 0%.
Hospitalizações
A taxa de hospitalização do SUS em Magé apontam para um nível de internações bem abaixo da média nacional, com 5,03 mil hospitalizações para cada 100 mil habitantes. No período de 2015 a 2025, a evolução do número de hospitalizações mostrou um aumento de 148,5 internações (a cada 100 mil hab.) por ano.
Em relação às taxas de hospitalizações sensíveis à atenção primária, que se refere aos casos de doenças que poderiam ser evitados com ações de atenção primária, o município apresenta um nível de internações abaixo da média, de 806 a cada cem mil habitantes. O crescimento desta categoria de hospitalizações ao longo da última década está semelhante aos demais municípios, com um aumento anual da taxa equivalente a 3,1 hospitalizações por cem mil hab. a cada ano.
Mortalidade
Com estes índices, o nível de mortalidade do município é o 28° maior do estado, com 924 ocorrências a cada cem mil habitantes. Nos últimos anos, a taxa de mortalidade cresceu em um ritmo de 19,5 óbitos a cada cem mil habitantes ao ano. Soma-se a estes valores o total de 199 mortes (a cada 100 mil habitantes) por causas evitáveis, a 15° maior taxa do estado, que tem apresentado um crescimento de 1,3 ocorrências para cada 100 mil hab. ao longo de cada ano.
Nascimentos
Entre 2015 a 2020, Magé registrou 21,51 mil nascimentos, cerca de 3,59 mil novos bebês por ano. Ao longo dos anos, a tendência de crescimento de novos registros foi negativa e esta taxa de natalidade está bem abaixo da média dos demais municípios do Brasil. No período, houve mais nascimentos de meninos, 51,3 a cada 100 bebês.
Segurança pública
Durante o ano de 2024, foram registradas 42 vítimas de homicídio doloso no município. Esta quantidade foi menor que o desempenho de 2023, quando houve 58 vítimas na cidade. Em 2018, o número de casos de homicídio era de 76, representando uma melhora na segurança local.
Considerando o tamanho populacional, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes em Magé é de 18,4, um valor considerado próximo à média. Com base neste indicador, o município é o 17° mais seguro da pequena região de Rio de Janeiro.
Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Magé apresenta uma pontuação geral de 40,6 pontos em 100, classificando-se em 4499 entre os 5.570 municípios brasileiros, o que indica um nível de desenvolvimento sustentável considerado baixo. Ao todo, o município possui 9 áreas com nível muito baixo, 2 estão em nível baixo, 2 são consideradas médias, uma área está com nível alto e no patamar muito alto são 2 áreas.
A avaliação dos ODS revela que os principais pontos críticos da cidade são: ODS9 Indústria, inovação e infraestrutura, ODS17 Parcerias para a implementação dos objetivos, ODS8 Trabalho digno e crescimento econômico, ODS5 Igualdade de gênero.
Por outro lado, os índices de maior desenvolvimento da cidade encontram-se nos objetivos: ODS13 Ação climática, ODS7 Energias renováveis e acessíveis, ODS3 Saúde de qualidade, ODS15 Proteger a vida terrestre.
Mercado de trabalho
O município possui 26,8 mil empregos com carteira assinada, professor de nível médio no ensino fundamental. A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 2,3 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 4,1 mil.
De janeiro a agosto de 2026, foram registradas 6,7 mil admissões formais e 6,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 429 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 206.
Na grande região de Rio de Janeiro este é o 13º melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 12º que mais cresce na pequena região de Rio de Janeiro.
Pelas nossas projeções, o período acumulado até agosto de 2027 deve apresentar 11860 novas contratações e cerca de 9947 desligamentos, o que deve resultar em um saldo de 1913 novos postos de trabalho na cidade. Apesar da projeção positiva, o histórico da movimentação de empregos na cidade dos últimos anos mostra um desempenho muito abaixo da média, em um cenário de retração do emprego nos últimos meses.
Entre as 99 atividades econômicas que tiveram movimentações de admissões ou desligamentos no último ano, 56 apresentaram saldo de empregos negativo, destacando-se os segmentos de Impressão, Sabões e produtos de limpeza, Recondicionamento e recuperação de motores (com saldos de -93, -77, -59 empregos, respectivamente). Por outro lado, 43 setores tiveram mais admissões que desligamentos, resultando em saldos positivos, como é o caso das atividades de Associações de defesa de direitos sociais, Supermercados e lojas de variedades, Farmácias, óticas e perfumarias (com saldos de 348, 136, 43 empregos).
Abertura de empresas
Até agosto de 2026 houve registro de 141 novas empresas em Magé, sendo que 27 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (41). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 425 empresas.
Na região, somam-se 3,8 mil novas empresas, valor que é superior ao desempenho do ano passado. Destacam-se as cidades de Niterói, Duque de Caxias, São João de Meriti, Maricá e Angra dos Reis, que somaram um total de 2,8 mil novas empresas, o que representa 73,6% do total de empresas abertas na região no período.
Microempreendedores (MEI)
Até o dia 6 de dezembro de 2025, o município possuía um total de 24,34 mil microempreendedores individuais. Considerando o tamanho populacional da cidade, há uma taxa de 99,7 MEIs para cada mil habitantes, este indicador está bem acima da média dos demais municípios e é a 11° maior taxa da região imediata.
Durante o ano de 2023, o crescimento de MEIs tem sido acima da média brasileira, com um aumento de 8%, este desempenho é o 6° melhor do estado. No último mês, houve acréscimo de 226 registros do total de microempreendedores individuais.
Frota de veículos
O município de Magé possui uma frota total de 93,2 mil veículos, sendo 61,3 mil (66%) carros, 24,7 mil (26%) motos e 2,5 mil (3%) caminhões. A cidade tem a 73º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui poucos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 58° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 5,2% da frota total do município. Este desempenho esteve próximo à média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 23° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento das motos, que apresentaram um aumento de 13,2% na sua frota desde o ano passado, obtendo o 5° melhor desempenho estadual.
Movimentação bancária
No acumulado do ano de 2026, até o mês de março, as estatísticas bancárias municipais de Magé apresentam um movimento de crescimento dos seus valores de poupança, na ordem de 51%. No mesmo período, as operações de crédito tiveram alta de 90,3% e os financiamentos imobiliários também apresentaram crescimento, com aumento de 3,4%.
Considerando a evolução dos demais municípios, o movimento de ascendência da poupança está acima da média, o que pode indicar um aumento do poder de compra dos moradores. Nas operações de crédito, o ritmo é considerado alto, sinalizando uma possível alta dos investimentos. Por fim, a evolução dos financiamentos imobiliários mostra um mercado desaquecido nos últimos meses.
Transações via PIX
No acumulado do mês de setembro de 2026, o valor pago por pessoas físicas em transações financeiras via PIX somou um total de R$ 980,6 milhões de reais. Já o total recebido por conta jurídicas no mês foi de R$ 364,3 milhões de reais.
O valor das transações de setembro representa uma queda de -7,7% frente ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação do valor pago em transações pix foi de 8,9%, comparando com os demais municípios, este é o 7° melhor desempenho da pequena região de Rio de Janeiro. Seguindo este ritmo, as nossas projeções indicam que o mês de outubro deve apresentar um crescimento de 3,4% no valor total de pagamentos PIX.
A quantidade média de transações PIX realizadas no município é de 35,5 por habitante no mês, este índice de adesão é considerado alto, o que indica uma atividade econômica elevada. O ticket médio das transações realizadas é considerado muito baixo, demonstrando um pequeno poder de compra da população.
A partir das movimentações dos valores de PIX, é possível constatar que o município possui uma sazonalidade muito abaixo da média dos demais municípios. Dezembro é o mês de maior movimentação, com um nível de transação financeira 16,3% superior aos demais meses. Por outro lado, fevereiro é o mês de menor atividade financeira.
Cadastro Único e pobreza
Em junho de 2026, os registros de cadastro único do município somam 58,6 mil famílias e 78,1 mil pessoas em situação de pobreza, o que representa 32% do total de habitantes, já na condição de extrema pobreza são 29,8 mil pessoas (12,2% da população).
A participação do número de pessoas em extrema pobreza é considerada baixa, sendo a cidade com a 3° cidade com maior percentual dentro da pequena região de Rio de Janeiro.
No último ano, o total de famílias registradas no Cadastro Único cresceu 6,3%, enquanto que o total de famílias em extrema pobreza reduziu -2,1%, uma variação bem acima da média nacional.
Imposto de Renda
Em 2023, o número de declarantes do imposto de renda em cidade foi de 32,4 mil pessoas. O total de declarantes reduziu em -0,8% desde o último ano, o que representa um desempenho bem abaixo da média.
Considerando o tamanho populacional, o número de declarantes representa 13,3% do total de habitantes, este percentual é considerado próximo à média quando comparado com a média dos demais municípios.
A soma dos gastos com despesas médicas declaradas no imposto de renda foi de R$ 80,2 milhões de reais, o que representa uma média de R$ 2,5 mil por declarante. Os gastos com instrução somam 44,7 milhões de reais e representam um total de R$ 1,4 mil por declarante.
Área urbana e loteamentos
O município de Magé possui uma área total mapeada pelo IBGE de 64,7 km². Deste total, 64,7 km² são considerados urbanizadas, sendo que 80,6% são áreas urbanas densas e 19,4% são áreas pouco densas (com edificações espaçadas, com arruamento pouco definido e geralmente em processo de ocupação).
A densidade populacional no espaço urbano da cidade é de aproximadamente 3,5 mil habitantes por km², o que representa a 13° maior densidade na região e a 58° no estado.
O total de área considerada como loteamentos vazios na cidade é de 0 km², esta é a 19° maior área de loteamentos da região e a 55° no estado. Considerando o total de área urbanizada, o potencial relativo de expansão da cidade é a 19° maior percentual de área de loteamentos da região e a 55° maior do estado, indicando sua capacidade de expansão urbana.
Domicílios
Em Magé existem cerca de 73,5 mil domicílios, o que equivale a uma média de 3,34 pessoas por domicílio. Na região próxima, a média de habitantes por residência é de 2,98 e no estado, a média é 3,04.
Há registros de 6,7 mil domicílios em forma de ocupação irregular, 9,2% do total de domicílios. Com isso, a cidade possui o 15° maior contingente de domicílios irregulares do estado.
No município, existem 82,9 mil domicílios ocupados para uma população de 226 mil pessoas, deste total 96,3% moram em casas, a taxa de residentes em condomínios é de 22,26 a cada mil moradores e a taxa para residentes em apartamentos é de 13,17 a cada mil.
A média de moradores por domicílio em Magé é de 2,7 pessoas. Para moradores de casasa de condomínios, a média de moradores é de 2,5 e para apartamentos, a média é de 2,5 pessoas por domicílio.
A taxa de moradores em condomínios no estado é de 59,3 a cada mil pessoas e de 69,7 na região imediata. Comparando o desempenho local com cidades de mesmo tamanho, a taxa de moradores em condomínios é inferior aos demais, que possuem uma taxa média de 37,2 moradores a cada mil.
Em relação aos moradores de apartamentos, a taxa de pessoas residindo em apartamentos no estado é de 199,8 a cada mil. Já na região próxima, essa taxa é de 237. Em um comparativo com municípios de dimensões equivalentes, verifica-se que o número médio de habitantes em apartamentos é bem inferior aos demais, que possuem uma taxa média de 223,3 moradores a cada mil.
De acordo com o IBGE, foram identificados 27,2 mil domicílios não ocupados na cidade, sendo que 8,9 mil são considerados imóveis de uso ocasional e 18,3 mil estão vagos. Considerando os domicílios ocupados do município, o percentual de uso ocasional é de 8,1%, um valor considerado , já a taxa de domicílios vagos é de 16,6%, o que também se classifica como um percentual .
Cerca de 23% das casas do município não estão ocupadas, a maior parte são consideradas como domicílios vagos, que representam 14,7% das residências totais da cidade. Quanto aos apartamentos, o percentual de imóveis não ocupados é de 58,3%, sendo que 3,8% são classificados como de uso ocasional e 54,4% estão totalmente vagos.
Edificações e comércio
Pelo mapeamento do IBGE, foram identificados 6 mil edifícios em construção, este montante é o 7° maior da região intermediária e o 10° do estado. Considerando o tamanho populacional da cidade, há uma taxa de 26,7 edifcíos sendo construídos a cada mil habitantes, neste quesito, a posição da cidade é de 11° no ranking regional e 44° no estadual.
A taxa de estabelecimentos comerciais da cidade é maior que a da região, com um nível de 62,4 comércios para cada mil habitantes, enquanto a taxa regional é de 48,5. Na região, as cidades que têm a atividade comercial mais desenvolvida são Paraty (taxa de 79,3, e Cachoeiras de Macacu (75,9) e Silva Jardim (72,8).
Minha Casa, Minha Vida
O programa do Minha Casa, Minha Vida já entregou 1,25 mil moradias em Magé, todas elas financiadas pela CAIXA. Outras 496 estão em andamento, com 18,1% do valor total já desembolsado e com o financiamento da CAIXA.
Com as moradias entregues, o município alcança uma taxa de 5,1 unidades habitacionais para cada mil habitantes, esse valor está abaixo da média estadual, de 6, situando-se como o 25° município do estado com maior taxa de cobertura das moradias do programa.
No que tange ao financiamento, são 155 moradias financiadas na Faixa 1, com um valor médio de compra de R$ 161,8 mil. Para a Faixa 2, são 482 unidades financiadas, com um valor médio de compra de R$ 182,6 mil. Por fim, a Faixa 3 conta com 376 unidades, ao valor médio de R$ 242,3 mil.
Turismo
De acordo com o Ministério do Turismo, Magé pertence ao Polo Baixada Verde. Este polo turístico envolve 8 cidades, as quais atraem um total de 0,3 milhões de turistas por ano (1,5% internacionais). Entre as 12 regiões turísticos do estado, o Polo Baixada Verde é o que 7° que mais atrai turistas. No cenário nacional, este é o 131° maior destino turístico nacional.
A cidade de Magé foi classificada pelo Ministério do Turismo como uma município do cluster C, que representa as cidades brasileiras com potencial turístico mediano. No ano de 2019, a agência nacional do turismo encontrou 35 empregos no setor, além de 7 empresas. As atrações turísticas da cidade ano ano foram capazes de atrair 13,4 mil turistas nacionais, o que representa 5,4% do total de turistas do polo turístico. Já o número de turistas internacionais foi de 82.
Perfil da frota
O município de Magé possui uma frota total de 93,2 mil veículos, sendo 61,3 mil (66%) carros, 24,7 mil (26%) motos e 2,5 mil (3%) caminhões. A cidade tem a 73º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui poucos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 58° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 5,2% da frota total do município. Este desempenho esteve próximo à média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 23° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento das motos, que apresentaram um aumento de 13,2% na sua frota desde o ano passado, obtendo o 5° melhor desempenho estadual.
Comércio exterior
Durante o ano de 2025, o município de Magé - RJ registrou um valor exportado de USD 879,4 mil. Nos últimos anos, houve movimentação de empresas locais exportando produtos para fora do país desde 1997 até o ano de 2025, com uma taxa média de crescimento de 92,9% ao ano.
Em 2025, as importações realizadas pelo município de somaram USD 672,3 mil. A presença de operações de compra internacional por parte de empresas locais foi registrada ao longo do período de 1997 a 2025. Nesse intervalo, o município apresentou uma taxa média de crescimento anual das importações de 95,8%.
No último ano, as exportações do município estiveram concentradas na venda de Compostos de função amina, Extractos de malte, preparações alimentícias de farinhas, Preparações para molhos e molhos preparados, Fatos de treino para desporto, Preparações capilares e outros. Estes produtos representaram 99,7% das exportações municipais.
As importações de 2025 do município estiveram concentradas na aquisição de Instrumentos e aparelhos para medicina, Papel dos tipos utilizados para a fabricação de papéis higiénicos e de toucador e semelhantes, Motocicletas (incluídos os ciclomotores) e outros ciclos equipados com motor auxiliar, Preparações e artigos farmacêuticos indicados na Nota 4 do presente capítulo, Ferramentas manuais (incluídos os corta-vidros) não especificadas nem compreendidas em outras posições, lâmpadas ou lamparinas de soldar (maçaricos) e semelhantes, tornos de apertar entre outros. Estes produtos representaram 69,1% do total importado pelo município.
Os principais destinos das exportações do município incluíram países como Espanha, Estados Unidos, Portugalque absorveram maior parte dos produtos enviados para o exterior. Estes mercados representaram a totalidade das exportações municipais.
As importações registradas em 2025 tiveram como principais origens países como Itália, China, Coreia do Sul, Israel, Alemanha, responsáveis pelo fornecimento de grande parte dos produtos adquiridos no exterior. Estas fontes de produtos representaram 99,2% das importações municipais.
Oportunidades de negócio
A participação do comércio, somado aos serviços de alojamento e alimentação, representa 27% do total de trabalhadores e está concentrada nos supermercados e lojas de variedades e nas padarias, açougues e fruteiras, que empregam 3,3 mil trabalhadores.
Ao todo, existem 61 modalidades diferentes de comércio na cidade. Com isso, a diversidade do comércio de Magé é considerada alta, assim como a dos serviços, que também contempla empresas de vários setores na cidade, tornando a concorrência mais acirrada de um modo geral.
Ainda assim, comparando o desempenho da cidade com a média dos municípios com tamanho populacional similar, o nível de diversificação do comércio é inferior à média e a dos serviços é semelhante, o que significa maior concorrência.
Ainda em comparação com municípios de tamanho similar, os supermercados e lojas de variedades e as padarias, açougues e fruteiras se destacam com operações de maior volume de trabalhadores per capita que os demais municípios, o que indica alta concorrência nestes setores. No caso dos supermercados e lojas de variedades são 2250 funcionários para cada 10 mil habitantes na cidade, enquanto a média em outros municípios é de 2204, resultando em uma diferença de 46 trabalhadores entre a taxa real e a taxa esperada. Já no caso das padarias, açougues e fruteiras, o município possui um total de 27 funcionários a mais para cada 10 mil habitantes, o que também o classifica como atividade de alta concorrência.
Por outro lado, as atividades das clínicas médicas, o comércio atacadista de roupas e cosméticos e os hotéis demonstram grande potencial para novos investimentos locais. O segmento das clínicas médicas costuma apresentar uma taxa esperada de 2288 trabalhadores para cada 10 mil habitantes, enquanto a cidade possui uma taxa de 2250, resultando em uma diferença de -38. O mesmo ocorre para o setor do comércio atacadista de roupas e cosméticos, que apresenta uma diferença entre a taxa real e esperada de -9 trabalhadores para cada 10 mil habitantes.
Destaca-se que o segmento do comércio atacadista de eletrônicos e informática costuma ter movimentação de trabalhadores em cidades de tamanho similar, mas que não demonstraram vínculos formais de emprego na cidade.
Menor saturação relativa frente a cidades semelhantes.
Atividades já bem atendidas na cidade.
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De acordo com o Censo, o bairro mais populoso da cidade é Piabeta, com 37,6 mil habitantes, o que representa 16,7% da população da cidade, seguido do bairro Guia De Pacobaiba, com 8,6%.
No município de Magé, a média municipal é de estabelecimentos comerciais é de 13 a cada 100 domicílios. Os bairros que possuem a maior número de comércios são Piabeta, com 19,1% do total da cidade, em seguida aparecem os bairros Guia De Pacobaiba (9,5%) e Fragoso (8,9%).
De acordo com o Censo, existem cerca de 5,7 mil edificações em construção no município, o que equivale a um índice de 5,4 construções para cada 100 domicílios. Os bairros com maior movimentação imobiliária são Piabeta, com um percentual de 17,6% do total de edificações em construção municipal , Guia De Pacobaiba (9,4%) e Fragoso (6,9%).
Ritmo de abertura por bairro
Em Magé, 45 bairros têm empresas em número suficiente para medir o ritmo de abertura — a proporção de empresas que abriram nos últimos doze meses e seguem ativas, sobre a base de cada bairro. A mediana da cidade é de 5,0%: de cada cem empresas ativas num bairro típico, cerca de 5 entraram no último ano.
Os bairros de maior ritmo são Parque Veneza (12,5% sobre 162 empresas), Parque Paranhos (11,8% sobre 114) e Maua (11,0% sobre 171). Em dois deles, o grupo de atividade mais presente é atividades de assistência a idosos, deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes, e de infra-estrutura e apoio a pacientes prestadas em residências coletivas e particulares.
O bairro Piabeta concentra a maior base de empresas da cidade (4.579), com ritmo de 4,9% — abaixo da mediana, leitura comum em área consolidada, onde a base já é grande e a entrada de novos CNPJs pesa pouco sobre ela. O indicador mede entrada: ele não desconta as empresas que fecharam, então ritmo baixo não significa retração.
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Empresas em Magé
Até agosto de 2026 houve registro de 141 novas empresas em Magé, sendo que 27 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (41). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 425 empresas.
Na região, somam-se 3,8 mil novas empresas, valor que é superior ao desempenho do ano passado. Destacam-se as cidades de Niterói, Duque de Caxias, São João de Meriti, Maricá e Angra dos Reis, que somaram um total de 2,8 mil novas empresas, o que representa 73,6% do total de empresas abertas na região no período.
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Fontes e metodologia
Os dados desta página são elaborados pela Caravela a partir de fontes públicas oficiais — IBGE (população, PIB, Censo), CAGED e RAIS (trabalho e renda), Receita Federal / Redesim (empresas e MEI), DATASUS (saúde), Banco Central (crédito, poupança, PIX), Denatran (frota) e Comex Stat (comércio exterior). Veja o método em Metodologia e mais dados em Dados gratuitos.