Santa Cruz do Sul — RS
Rio Grande do Sul · Região imediata de Santa Cruz do Sul
Santa Cruz do Sul - RS é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
- População
- 138,3 mil
- PIB
- R$ 13,4 bi
- PIB per capita
- R$ 100,5 mil
- Empregos formais
- 48,6 mil
- Remuneração média
- R$ 3,7 mil
Panorama econômico
Santa Cruz do Sul - RS é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
No ano, o município acumula mais admissões que demissões, com um saldo de 5201 funcionários.
Tamanho e Localização
Considerado uma capital subregional de alta influência na região, o município de Santa Cruz do Sul fica perto da região de Santa Cruz do Sul - Lajeado, Rio Grande do Sul. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes pela cultura e lazer.
Santa Cruz do Sul é o 1º município mais populoso da grande região de Santa Cruz do Sul - Lajeado, com 138,3 mil habitantes. O PIB da cidade é de cerca de R$ 13,4 bilhões de reais, sendo que 55,1% do valor adicionado advém dos serviços, na sequência aparecem as participações da indústria (29,6%), da administração pública (11,9%) e da agropecuária (3,5%).
Com esta estrutura, o PIB per capita de Santa Cruz do Sul é de R$ 100,5 mil, valor superior à média do estado (R$ 59,7 mil), da grande região de Santa Cruz do Sul - Lajeado (R$ 63 mil) e da pequena região de Santa Cruz do Sul (R$ 68,6 mil).
Demografia
A cidade tem uma estrutura etária jovem, formada por 16,6% de crianças (0 a 14 anos), 12,9% de adolescentes (15 a 24 anos), 23,6% de adultos jovens (25 a 39), 33,7% de adultos maduros (40 a 64) e de 13,2% de pessoas com mais de 65 anos de iade. Isto configura uma razão de dependência de 42,5%, o que indica 4,3 dependentes (crianças e idosos) para cada dez pessoas em idade ativa e que a cidade ainda está em uma situação de bônus demográfico. A razão de dependência gaúcha é de 46,1%.
O índice de envelhecimento de Santa Cruz do Sul é de 79,6% (8 idosos para cada 10 crianças), valor maior que o do estado (79,3%), sinalizando que o município envelhece mais rápido do que a média gaúcha. Comparado aos demais municípios, o índice da cidade é o 360° maior do estado.
Já o nível de juventude é de 22,5%, há 2,3 jovens (15–24) para cada 10 adultos (25–64). Este valor fica abaixo da média estadual 23,7%), o que sugere uma menor reposição de pessoas ativas economicamente em curto e médio prazo. Já o índice de maturidade é de 1,43 adultos sêniores (40-64) para cada adulto jovem (25-39), este valor é menor que a média estadual, confirmando a concentração em público de menor tíquete (academia, restaurantes, bens duráveis, educação e aluguéis de primeira moradia).
Geração de Empregos
O município possui 48,6 mil empregos com carteira assinada, auxiliar de escritório. A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,7 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 3,9 mil.
De janeiro a agosto de 2026, foram registradas 26,8 mil admissões formais e 21,6 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 5201 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 3333.
Na grande região de Santa Cruz do Sul este é o melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 2º que mais cresce na grande região de Santa Cruz do Sul - Lajeado.
Abertura de Empresas
Nos últimos 12 meses, a cidade acumulou um total de 495 novas empresas, o que a posiciona como o 2° município da grande região de Santa Cruz do Sul - Lajeado com melhor desempenho. Deste total de empresas, 34 atuam no comércio.
Entre as empresas abertas no período, destacam-se os setores de apoio à educação, com 47 novas empresas, investigação particular, com 34 empresas, e educação superior, com 27 empresas novas.
Crescimento da População
Crescimento do PIB
Entre 2006 a 2021, o crescimento do PIB municipal apresentou o melhor desempenho da região intermediária. Nos últimos dez anos, o crescimento nominal do nível de atividade da cidade foi de 135% e a taxa apresentada dos últimos 5 anos foi de 20%.
Renda e Potencial de Consumo
A concentração de renda entre as classes econômicas em Santa Cruz do Sul pode ser considerada muito baixa e é relativamente inferior à média estadual. As faixas de menor poder aquisitivo (E e D) participam com 50,2% do total de remunerações da cidade, enquanto que as classes mais altas representam 12,5%. Destaca-se que a composição de renda das classes mais baixas da cidade têm uma concentração 4,1 pontos percentuais maior que a média estadual, já as faixas de alta renda possuem participação 4,7 pontos abaixo da média.
Do total de trabalhadores, as três atividades que mais empregam são: administração pública em geral (3913), processamento industrial do fumo (2727) e atendimento hospitalar (2124). Entre os setores característicos da cidade, também se destacam as atividades de processamento industrial do fumo e fabricação de cigarros.
A renda média dos responsáveis pelos domicílios na cidade é de R$ 3.600, entre os bairros de maior poder aquisitivo, destacam-se: Jardim Europa, com média de R$ 11.838, seguido dos bairros Country (R$ 9.266), Higienópolis (R$ 9.266) e Universitário (R$ 6.705).
Estrutura de saúde
Em 2025, Santa Cruz do Sul registrou uma taxa de 179,4 leitos do SUS para cada cem mil habitantes. Este quantitativo de leitos aumentou nos últimos anos em um ritmo de 1,3 leitos a cada cem mil habitantes por ano. A taxa de atual é a 173° maior do estado. Já os leitos não pertencentes ao SUS formam a taxa de 107 (por 100 mil hab.) e apresentam um crescimento de 0,3 leitos por cem mil habitantes a cada ano. O município também possui uma taxa de leitos para atedimentos de UTI igual a 23,9 para cada cem mil habitantes em casos de SUS e de 8,7 para não-SUS.
A cidade conta com 3,02 enfermeiros para cada mil habitantes e 8,5 médicos por mil habitantes. A taxa de enfermeiros é maior que a usual e aumentou nos últimos dez anos, quando a taxa era de 1,1 por mil habitantes. Já a taxa de médicos é superior à média e cresceu durante os últimos anos. Há dez anos, a taxa era de 2,88 para cada mil habitantes.
Cobertura vacinal
Entre os nove tipos de vacinações analisadas, a cobertura média vacinal do município é de 93%, o que representa uma taxa abaixo da média dos demais municípios brasileiros. A vacina de maior cobertura local é a Tríplice Viral (1° dose), com uma taxa de 96,8%, por outro lado, a Hepatite B apresenta maiores desafios, com uma cobertura de 88,4961885%.
Atenção básica e pré-natal
Em 2025, no município de Santa Cruz do Sul, o percentual de nascimentos com pré-natal adequado foi de 69,7%, esta é o 419° melhor cenário no estado de Rio Grande do Sul. Também foram registrados casos de nascimentos com nenhum atendimento de pré-natal, isto ocorreu em 0,5% dos nascidos vivos no ano, o que pode ser considerada uma taxa baixa em relação aos demais municípios brasileiros e se posiciona como o 168° pior cenário do estado.
A cobertura de atenção básica em Santa Cruz do Sul alcançou a taxa de 85% no ano de 2025. No estado, 408 municípios alcançaram a cobertura total de atenção básica para sua população. A cobertura de atendimento dos agentes comunitários e da estratégia de saúde familiar foi de 53% e 57%, respectivamente. Além disso, estima-se que o percentual da população coberta por planos e seguros de assistência suplementar à saúde (privados) é de 0%.
Hospitalizações
A taxa de hospitalização do SUS em Santa Cruz do Sul apontam para um nível de internações abaixo da média nacional, com 6,09 mil hospitalizações para cada 100 mil habitantes. Além do baixo nível de internações, a evoluação desta taxa na última década apresenta resultados positivos, com uma queda muito abaixo dos demais municípios. No período de 2015 a 2025, a evolução do número de hospitalizações mostrou uma queda de -137,2 internações (a cada 100 mil hab.) por ano.
Em relação às taxas de hospitalizações sensíveis à atenção primária, que se refere aos casos de doenças que poderiam ser evitados com ações de atenção primária, o município apresenta um nível de internações abaixo da média, de 792 a cada cem mil habitantes. O crescimento desta categoria de hospitalizações ao longo da última década está muito abaixo dos demais municípios, com um aumento anual da taxa equivalente a -66,8 hospitalizações por cem mil hab. a cada ano.
Mortalidade
Com estes índices, o nível de mortalidade do município é o 234° maior do estado, com 941 ocorrências a cada cem mil habitantes. Nos últimos anos, a taxa de mortalidade cresceu em um ritmo de 18,8 óbitos a cada cem mil habitantes ao ano. Soma-se a estes valores o total de 128 mortes (a cada 100 mil habitantes) por causas evitáveis, a 222° maior taxa do estado, que tem apresentado uma redução de -1,5 ocorrências para cada 100 mil hab. ao longo de cada ano.
Nascimentos
Entre 2015 a 2020, Santa Cruz do Sul registrou 9,78 mil nascimentos, cerca de 1,63 mil novos bebês por ano. Ao longo dos anos, a tendência de crescimento de novos registros foi negativa e esta taxa de natalidade está bem abaixo da média dos demais municípios do Brasil. No período, houve mais nascimentos de meninos, 51,7 a cada 100 bebês.
Segurança pública
Durante o ano de 2024, foram registradas 17 vítimas de homicídio doloso no município. Esta quantidade foi maior que o
Considerando o tamanho populacional, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes em Santa Cruz do Sul é de 12,8, um valor considerado próximo à média. Com base neste indicador, o município é o 5° mais seguro da pequena região de Santa Cruz do Sul.
Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Santa Cruz do Sul apresenta uma pontuação geral de 53,1 pontos em 100, classificando-se em 992 entre os 5.570 municípios brasileiros, o que indica um nível de desenvolvimento sustentável considerado médio. Ao todo, o município possui 6 áreas com nível muito baixo, uma está em nível baixo, 2 são consideradas médias, 6 áreas estão com nível alto e no patamar muito alto são 2 áreas.
A avaliação dos ODS revela que os principais pontos críticos da cidade são: ODS9 Indústria, inovação e infraestrutura, ODS15 Proteger a vida terrestre, ODS17 Parcerias para a implementação dos objetivos, ODS10 Reduzir as desigualdades.
Por outro lado, os índices de maior desenvolvimento da cidade encontram-se nos objetivos: ODS7 Energias renováveis e acessíveis, ODS13 Ação climática, ODS11 Cidades e comunidades sustentáveis, ODS3 Saúde de qualidade.
Mercado de trabalho
O município possui 48,6 mil empregos com carteira assinada, auxiliar de escritório. A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,7 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 3,9 mil.
De janeiro a agosto de 2026, foram registradas 26,8 mil admissões formais e 21,6 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 5201 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 3333.
Na grande região de Santa Cruz do Sul este é o melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 2º que mais cresce na grande região de Santa Cruz do Sul - Lajeado.
Pelas nossas projeções, o período acumulado até agosto de 2027 deve apresentar 38329 novas contratações e cerca de 35649 desligamentos, o que deve resultar em um saldo de 2680 novos postos de trabalho na cidade. Somado a esta projeção positiva, o histórico da movimentação de empregos na cidade dos últimos anos mostra um desempenho acima da média, em um panorama positivo de novas contratações nos últimos meses.
Entre as 23 atividades econômicas que tiveram movimentações de admissões ou desligamentos no último ano, 10 apresentaram saldo de empregos negativo, destacando-se os segmentos de Lavouras temporárias, Pecuária, Comércio atacadista de grãos e insumos agrícolas (com saldos de -4, -4, -2 empregos, respectivamente). Por outro lado, 13 setores tiveram mais admissões que desligamentos, resultando em saldos positivos, como é o caso das atividades de Comércio de peças de veículos, Restaurantes e bares, Construção de edifícios (com saldos de 12, 5, 2 empregos).
Abertura de empresas
Nos últimos 12 meses, a cidade acumulou um total de 495 novas empresas, o que a posiciona como o 2° município da grande região de Santa Cruz do Sul - Lajeado com melhor desempenho. Deste total de empresas, 34 atuam no comércio.
Entre as empresas abertas no período, destacam-se os setores de apoio à educação, com 47 novas empresas, investigação particular, com 34 empresas, e educação superior, com 27 empresas novas.
Microempreendedores (MEI)
Até o dia 6 de dezembro de 2025, o município possuía um total de 12,16 mil microempreendedores individuais. Considerando o tamanho populacional da cidade, há uma taxa de 87,9 MEIs para cada mil habitantes, este indicador está bem acima da média dos demais municípios e é a 1° maior taxa da região imediata.
Durante o ano de 2023, o crescimento de MEIs tem sido acima da média brasileira, com um aumento de 6,2%, este desempenho é o 225° melhor do estado. No último mês, houve acréscimo de 50 registros do total de microempreendedores individuais.
Frota de veículos
O município de Santa Cruz do Sul possui uma frota total de 109,3 mil veículos, sendo 74,9 mil (69%) carros, 22,6 mil (21%) motos e 3,5 mil (3%) caminhões. A cidade tem a 229º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui muitos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 149° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 2,7% da frota total do município. Este desempenho esteve muito abaixo da média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 308° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento dos caminhões, que tiveram um aumento de 4,7% das suas unidades no último ano, obtendo o 109° melhor desempenho estadual.
Movimentação bancária
No acumulado do ano de 2026, até o mês de março, as estatísticas bancárias municipais de Santa Cruz do Sul apresentam um movimento de crescimento dos seus valores de poupança, na ordem de 34,9%. No mesmo período, as operações de crédito tiveram alta de 30,9% e os financiamentos imobiliários também apresentaram crescimento, com aumento de 12,2%.
Considerando a evolução dos demais municípios, o movimento de ascendência da poupança está acima da média, o que pode indicar um aumento do poder de compra dos moradores. Nas operações de crédito, o ritmo é considerado alto, sinalizando uma possível alta dos investimentos. Por fim, a evolução dos financiamentos imobiliários apresenta um mercado em estabilidade.
Transações via PIX
No acumulado do mês de setembro de 2026, o valor pago por pessoas físicas em transações financeiras via PIX somou um total de R$ 578,6 milhões de reais. Já o total recebido por conta jurídicas no mês foi de R$ 2,1 bilhões de reais.
O valor das transações de setembro representa uma queda de -4,7% frente ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação do valor pago em transações pix foi de 7,6%, comparando com os demais municípios, este é o 7° melhor desempenho da pequena região de Santa Cruz do Sul. Seguindo este ritmo, as nossas projeções indicam que o mês de outubro deve apresentar um crescimento de 3,4% no valor total de pagamentos PIX.
A quantidade média de transações PIX realizadas no município é de 21 por habitante no mês, este índice de adesão é considerado baixo, o que indica uma atividade econômica reduzida. O ticket médio das transações realizadas é considerado próximo à média, demonstrando um usual poder de compra da população.
A partir das movimentações dos valores de PIX, é possível constatar que o município possui uma sazonalidade muito abaixo da média dos demais municípios. Dezembro é o mês de maior movimentação, com um nível de transação financeira 15% superior aos demais meses. Por outro lado, fevereiro é o mês de menor atividade financeira.
Cadastro Único e pobreza
Em junho de 2026, os registros de cadastro único do município somam 13,2 mil famílias e 11 mil pessoas em situação de pobreza, o que representa 7,9% do total de habitantes, já na condição de extrema pobreza são 8,7 mil pessoas (6,3% da população).
A participação do número de pessoas em extrema pobreza é considerada muito baixa, sendo a cidade com a 14° cidade com maior percentual dentro da pequena região de Santa Cruz do Sul.
No último ano, o total de famílias registradas no Cadastro Único cresceu 15,8%, enquanto que o total de famílias em extrema pobreza aumentou 2,5%, uma variação acima da média nacional.
Imposto de Renda
Em 2023, o número de declarantes do imposto de renda em cidade foi de 38,1 mil pessoas. O total de declarantes reduziu em -0,5% desde o último ano, o que representa um desempenho bem abaixo da média.
Considerando o tamanho populacional, o número de declarantes representa 27,5% do total de habitantes, este percentual é considerado acima da média quando comparado com a média dos demais municípios.
A soma dos gastos com despesas médicas declaradas no imposto de renda foi de R$ 150,2 milhões de reais, o que representa uma média de R$ 3,9 mil por declarante. Os gastos com instrução somam 78,2 milhões de reais e representam um total de R$ 2,1 mil por declarante.
Área urbana e loteamentos
O município de Santa Cruz do Sul possui uma área total mapeada pelo IBGE de 50 km². Deste total, 48,3 km² são considerados urbanizadas, sendo que 90,6% são áreas urbanas densas e 9,4% são áreas pouco densas (com edificações espaçadas, com arruamento pouco definido e geralmente em processo de ocupação).
A densidade populacional no espaço urbano da cidade é de aproximadamente 2,8 mil habitantes por km², o que representa a 4° maior densidade na região e a 166° no estado.
O total de área considerada como loteamentos vazios na cidade é de 1,75 km², esta é a 2° maior área de loteamentos da região e a 6° no estado. Considerando o total de área urbanizada, o potencial relativo de expansão da cidade é a 13° maior percentual de área de loteamentos da região e a 76° maior do estado, indicando sua capacidade de expansão urbana.
Domicílios
Em Santa Cruz do Sul existem cerca de 46,3 mil domicílios, o que equivale a uma média de 2,82 pessoas por domicílio. Na região próxima, a média de habitantes por residência é de 2,97 e no estado, a média é 2,99.
Há registros de 90 domicílios em forma de ocupação irregular, 0,2% do total de domicílios. Com isso, a cidade possui o 47° maior contingente de domicílios irregulares do estado.
No município, existem 53,7 mil domicílios ocupados para uma população de 132,2 mil pessoas, deste total 81,6% moram em casas, a taxa de residentes em condomínios é de 29,6 a cada mil moradores e a taxa para residentes em apartamentos é de 153,21 a cada mil.
A média de moradores por domicílio em Santa Cruz do Sul é de 2,5 pessoas. Para moradores de casasa de condomínios, a média de moradores é de 2,6 e para apartamentos, a média é de 1,9 pessoas por domicílio.
A taxa de moradores em condomínios no estado é de 14,6 a cada mil pessoas e de 12,3 na região imediata. Comparando o desempenho local com cidades de mesmo tamanho, a taxa de moradores em condomínios é inferior aos demais, que possuem uma taxa média de 35,1 moradores a cada mil.
Em relação aos moradores de apartamentos, a taxa de pessoas residindo em apartamentos no estado é de 154,8 a cada mil. Já na região próxima, essa taxa é de 80,4. Em um comparativo com municípios de dimensões equivalentes, verifica-se que o número médio de habitantes em apartamentos é inferior aos demais, que possuem uma taxa média de 154,2 moradores a cada mil.
De acordo com o IBGE, foram identificados 7,5 mil domicílios não ocupados na cidade, sendo que 2,2 mil são considerados imóveis de uso ocasional e 5,3 mil estão vagos. Considerando os domicílios ocupados do município, o percentual de uso ocasional é de 3,5%, um valor considerado , já a taxa de domicílios vagos é de 8,7%, o que também se classifica como um percentual .
Cerca de 10,4% das casas do município não estão ocupadas, a maior parte são consideradas como domicílios vagos, que representam 7,2% das residências totais da cidade. Quanto aos apartamentos, o percentual de imóveis não ocupados é de 18,4%, sendo que 5,3% são classificados como de uso ocasional e 13,1% estão totalmente vagos.
Edificações e comércio
Pelo mapeamento do IBGE, foram identificados 1,3 mil edifícios em construção, este montante é o 1° maior da região intermediária e o 16° do estado. Considerando o tamanho populacional da cidade, há uma taxa de 9,5 edifcíos sendo construídos a cada mil habitantes, neste quesito, a posição da cidade é de 30° no ranking regional e 275° no estadual.
A taxa de estabelecimentos comerciais da cidade é um pouco inferior a da região, com um nível de 52,3 comércios para cada mil habitantes, enquanto a taxa regional é de 58,8. Na região, as cidades que têm a atividade comercial mais desenvolvida são Tabaí (taxa de 103,8, e Nova Bréscia (100,2) e Fazenda Vilanova (96,9).
Minha Casa, Minha Vida
O programa do Minha Casa, Minha Vida já entregou 2,17 mil moradias em Santa Cruz do Sul, a maior parte (96,5%) sendo financiada pela CAIXA. Não há registros de unidades habitacionais em construção na cidade.
Com as moradias entregues, o município alcança uma taxa de 15,7 unidades habitacionais para cada mil habitantes, esse valor está acima da média estadual, de 8,5, situando-se como o 176° município do estado com maior taxa de cobertura das moradias do programa.
No que tange ao financiamento, são 830 moradias financiadas na Faixa 1, com um valor médio de compra de R$ 81,7 mil. Para a Faixa 2, são 1,28 mil unidades financiadas, com um valor médio de compra de R$ 127,3 mil. Por fim, a Faixa 3 conta com 390 unidades, ao valor médio de R$ 228,5 mil.
Turismo
De acordo com o Ministério do Turismo, Santa Cruz do Sul pertence ao Polo Vale Do Rio Pardo. Este polo turístico envolve 13 cidades, as quais atraem um total de 0,2 milhões de turistas por ano (6,3% internacionais). Entre as 27 regiões turísticos do estado, o Polo Vale Do Rio Pardo é o que 15° que mais atrai turistas. No cenário nacional, este é o 168° maior destino turístico nacional.
A cidade de Santa Cruz do Sul foi classificada pelo Ministério do Turismo como uma município do cluster B, que representa as cidades com o segundo maior nível de potencial turístico do país. No ano de 2019, a agência nacional do turismo encontrou 134 empregos no setor, além de 16 empresas. As atrações turísticas da cidade ano ano foram capazes de atrair 102,3 mil turistas nacionais, o que representa 59,7% do total de turistas do polo turístico. Já o número de turistas internacionais foi de 5,5 mil.
Perfil da frota
O município de Santa Cruz do Sul possui uma frota total de 109,3 mil veículos, sendo 74,9 mil (69%) carros, 22,6 mil (21%) motos e 3,5 mil (3%) caminhões. A cidade tem a 229º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui muitos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 149° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 2,7% da frota total do município. Este desempenho esteve muito abaixo da média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 308° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento dos caminhões, que tiveram um aumento de 4,7% das suas unidades no último ano, obtendo o 109° melhor desempenho estadual.
Comércio exterior
Durante o ano de 2025, o município de Santa Cruz do Sul - RS registrou um valor exportado de USD 2 bilhões. Nos últimos anos, houve movimentação de empresas locais exportando produtos para fora do país desde 1997 até o ano de 2025, com uma taxa média de crescimento de 104,2% ao ano.
Em 2025, as importações realizadas pelo município de somaram USD 167,9 milhões. A presença de operações de compra internacional por parte de empresas locais foi registrada ao longo do período de 1997 a 2025. Nesse intervalo, o município apresentou uma taxa média de crescimento anual das importações de 104,3%.
No último ano, as exportações do município estiveram concentradas na venda de Tabaco não manufacturado, desperdícios de tabaco e outros produtos de tabaco e seus sucedâneos, Charutos, Assentos (exceto os da posição 9402), Pedras preciosas (exceto diamantes) ou semipreciosas e outros. Estes produtos representaram 96,8% das exportações municipais.
As importações de 2025 do município estiveram concentradas na aquisição de Tabaco não manufacturado, desperdícios de tabaco, Pastas (ouates) de matérias têxteis e artigos destas pastas, fibras têxteis de comprimento não superior a 5 mm (tontisses), Artigos e equipamentos para cultura física, Papel e cartão revestidos de caulino ou de outras substâncias inorgânicas numa ou nas duas faces, Máquinas e aparelhos entre outros. Estes produtos representaram 55% do total importado pelo município.
Os principais destinos das exportações do município incluíram países como Bélgica, Indonésia, Estados Unidos, China, Vietnã, que absorveram maior parte dos produtos enviados para o exterior. Estes mercados representaram 55,9% das exportações municipais.
As importações registradas em 2025 tiveram como principais origens países como China, Argentina, Alemanha, México, Estados Unidos, responsáveis pelo fornecimento de grande parte dos produtos adquiridos no exterior. Estas fontes de produtos representaram 67,1% das importações municipais.
Oportunidades de negócio
A participação do comércio, somado aos serviços de alojamento e alimentação, representa 0% do total de trabalhadores e está concentrada no comércio atacadista de alimentos e bebidas e no comércio atacadista de alimentos e bebidas, que empregam 104 trabalhadores.
Ao todo, existem 69 modalidades diferentes de comércio na cidade. Com isso, a diversidade do comércio de Santa Cruz do Sul é considerada alta, assim como a dos serviços, que também contempla empresas de vários setores na cidade, tornando a concorrência mais acirrada de um modo geral.
Comparando o desempenho da cidade com a média dos municípios com tamanho populacional similar, o nível de diversificação do comércio é superior à média e a dos serviços é semelhante, o que significa maiores oportunidades.
Ainda em comparação com municípios de tamanho similar, não foram encontrados setores de alta concorrência na cidade.
Por outro lado, as atividades dos supermercados e lojas de variedades, as clínicas médicas e os restaurantes e bares demonstram grande potencial para novos investimentos locais. O segmento dos supermercados e lojas de variedades costuma apresentar uma taxa esperada de 42 trabalhadores para cada 10 mil habitantes, enquanto a cidade possui uma taxa de 0, resultando em uma diferença de -42. O mesmo ocorre para o setor das clínicas médicas, que apresenta uma diferença entre a taxa real e esperada de -39 trabalhadores para cada 10 mil habitantes.
Destaca-se que os segmentos das clínicas médicas, o comércio atacadista de roupas e cosméticos, o comércio atacadista de químicos, papel e sucatas, o comércio atacadista de mercadorias em geral, o comércio de veículos, o comércio de motos, o comércio atacadista de eletrônicos e informática e as veterinárias representam atividades que costumam ter movimentação de trabalhadores em cidades de tamanho similar, mas que não demonstraram vínculos formais de emprego na cidade.
Menor saturação relativa frente a cidades semelhantes.
Atividades já bem atendidas na cidade.
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De acordo com o Censo, o bairro mais populoso da cidade é Centro, com 8,9 mil habitantes, o que representa 6,7% da população da cidade, seguido do bairro Arroio Grande, com 5,3%.
No município de Santa Cruz do Sul, a média municipal é de estabelecimentos comerciais é de 11,7 a cada 100 domicílios. Os bairros que possuem a maior número de comércios são Centro, com 36,4% do total da cidade, em seguida aparecem os bairros Goiás (7,1%) e Ana Nery (5,8%).
De acordo com o Censo, existem cerca de 1 mil edificações em construção no município, o que equivale a um índice de 2 construções para cada 100 domicílios. Os bairros com maior movimentação imobiliária são Centro, com um percentual de 6,6% do total de edificações em construção municipal , Goiás (3,2%) e Ana Nery (1,9%).
Ritmo de abertura por bairro
Em Santa Cruz do Sul, 33 bairros têm empresas em número suficiente para medir o ritmo de abertura — a proporção de empresas que abriram nos últimos doze meses e seguem ativas, sobre a base de cada bairro. A mediana da cidade é de 3,7%: de cada cem empresas ativas num bairro típico, cerca de 4 entraram no último ano.
Os bairros de maior ritmo são Santa Vitória (7,9% sobre 286 empresas), Bom Jesus (7,8% sobre 401) e Dona Carlota (6,3% sobre 319). Em todos eles, o grupo de atividade mais presente é outros serviços especializados para construção.
O bairro Centro concentra a maior base de empresas da cidade (5.357), com ritmo de 2,0% — abaixo da mediana, leitura comum em área consolidada, onde a base já é grande e a entrada de novos CNPJs pesa pouco sobre ela. O indicador mede entrada: ele não desconta as empresas que fecharam, então ritmo baixo não significa retração.
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Vá além do ranking: veja o perfil demográfico e de consumo por bairro ou num raio ao redor de um endereço, e cruze com a concorrência para escolher o melhor ponto.
Fontes e metodologia
Os dados desta página são elaborados pela Caravela a partir de fontes públicas oficiais — IBGE (população, PIB, Censo), CAGED e RAIS (trabalho e renda), Receita Federal / Redesim (empresas e MEI), DATASUS (saúde), Banco Central (crédito, poupança, PIX), Denatran (frota) e Comex Stat (comércio exterior). Veja o método em Metodologia e mais dados em Dados gratuitos.