Santo Ângelo — RS
Rio Grande do Sul · Região imediata de Santo Ângelo
Santo Ângelo - RS é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
- População
- 79,1 mil
- PIB
- R$ 3,4 bi
- PIB per capita
- R$ 43,9 mil
- Empregos formais
- 20,5 mil
- Remuneração média
- R$ 3,1 mil
Panorama econômico
Santo Ângelo - RS é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
No ano, o município acumula mais admissões que demissões, com um saldo de 147 funcionários. Além disso, houve incremento de 103 novas empresas na cidade durante o ano.
Tamanho e Localização
Considerado uma capital subregional de alta influência na região, o município de Santo Ângelo fica perto da região de Ijuí, Rio Grande do Sul. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para estudos.
Santo Ângelo é o 1º município mais populoso da pequena região de Santo Ângelo, com 79,1 mil habitantes. O PIB da cidade é de cerca de R$ 3,4 bilhões de reais, sendo que 56,9% do valor adicionado advém dos serviços, na sequência aparecem as participações da indústria (16,6%), da administração pública (14,7%) e da agropecuária (11,8%).
Com esta estrutura, o PIB per capita de Santo Ângelo é de R$ 43,9 mil, valor inferior à média do estado (R$ 59,7 mil), da grande região de Ijuí (R$ 55,4 mil) e da pequena região de Santo Ângelo (R$ 48,9 mil).
Demografia
A cidade tem uma estrutura etária jovem, formada por 18% de crianças (0 a 14 anos), 13,6% de adolescentes (15 a 24 anos), 21,6% de adultos jovens (25 a 39), 33,1% de adultos maduros (40 a 64) e de 13,7% de pessoas com mais de 65 anos de iade. Isto configura uma razão de dependência de 46,6%, o que indica 4,7 dependentes (crianças e idosos) para cada dez pessoas em idade ativa e que a cidade ainda está em uma situação de bônus demográfico. A razão de dependência gaúcha é de 46,1%.
O índice de envelhecimento de Santo Ângelo é de 76,1% (7,6 idosos para cada 10 crianças), valor menor que o do estado (79,3%), sinalizando que o município envelhece mais devagar do que a média gaúcha. Comparado aos demais municípios, o índice da cidade é o 385° maior do estado.
Já o nível de juventude é de 24,9%, há 2,5 jovens (15–24) para cada 10 adultos (25–64). Este valor fica acima da média estadual 23,7%), o que sugere uma forte inserção de pessoas ativas economicamente em curto e médio prazo. Já o índice de maturidade é de 1,53 adultos sêniores (40-64) para cada adulto jovem (25-39), este valor é maior que a média estadual, confirmando concentração em um público favorável a produtos de maior tíquete (finanças, seguros, reformas, saúde preventiva, turismo familiar e mercado imobiliário).
Geração de Empregos
O município possui 20,5 mil empregos com carteira assinada, alimentador de linha de produção. A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,1 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 3,9 mil.
De janeiro a agosto de 2026, foram registradas 6,3 mil admissões formais e 6,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 147 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 361.
Na pequena região de Santo Ângelo este é o 2º melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 4º que mais cresce na pequena região de Santo Ângelo.
Abertura de Empresas
Até agosto de 2026 houve registro de 103 novas empresas em Santo Ângelo, sendo que 32 atuam pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (25). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 421 empresas.
Na região, somam-se 820 novas empresas, valor que é superior ao desempenho do ano passado. Destacam-se as cidades de Ijuí, Santo Ângelo, Santa Rosa, Panambi e São Luiz Gonzaga, que somaram um total de 462 novas empresas, o que representa 56,3% do total de empresas abertas na região no período.
Crescimento da População
Crescimento do PIB
Entre 2006 a 2021, o crescimento do PIB municipal apresentou o melhor desempenho da região imediata. Nos últimos dez anos, o crescimento nominal do nível de atividade da cidade foi de 164,1% e a taxa apresentada dos últimos 5 anos foi de 43,7%.
Renda e Potencial de Consumo
A concentração de renda entre as classes econômicas em Santo Ângelo pode ser considerada muito baixa e é relativamente inferior à média estadual. As faixas de menor poder aquisitivo (E e D) participam com 63,8% do total de remunerações da cidade, enquanto que as classes mais altas representam 5,1%. Destaca-se que a composição de renda das classes mais baixas da cidade têm uma concentração 17,7 pontos percentuais maior que a média estadual, já as faixas de alta renda possuem participação 12,1 pontos abaixo da média.
Do total de trabalhadores, as três atividades que mais empregam são: abate de suínos (1993), administração pública em geral (1677) e atendimento hospitalar (1462). Entre os setores característicos da cidade, também se destacam as atividades de fundição de ferro e aço e abate de suínos.
A renda média dos responsáveis pelos domicílios na cidade é de R$ 3.343, entre os bairros de maior poder aquisitivo, destacam-se: Reserva Das Missoes, com média de R$ 8.629, seguido dos bairros Jardim Sabo (R$ 6.548), Geiss (R$ 6.548) e Jardim Das Palmeiras (R$ 6.173).
Estrutura de saúde
Em 2025, Santo Ângelo registrou uma taxa de 164,3 leitos do SUS para cada cem mil habitantes. Este quantitativo de leitos diminuiu nos últimos anos em um ritmo de -0,7 leitos a cada cem mil habitantes por ano. A taxa de atual é a 185° maior do estado. Já os leitos não pertencentes ao SUS formam a taxa de 149,1 (por 100 mil hab.) e apresentam um crescimento de 3,7 leitos por cem mil habitantes a cada ano. O município também possui uma taxa de leitos para atedimentos de UTI igual a 22,7 para cada cem mil habitantes em casos de SUS e de 11,4 para não-SUS.
A cidade conta com 2,32 enfermeiros para cada mil habitantes e 6,06 médicos por mil habitantes. A taxa de enfermeiros é maior que a usual e aumentou nos últimos dez anos, quando a taxa era de 1,27 por mil habitantes. Já a taxa de médicos é superior à média e cresceu durante os últimos anos. Há dez anos, a taxa era de 1,98 para cada mil habitantes.
Cobertura vacinal
Entre os nove tipos de vacinações analisadas, a cobertura média vacinal do município é de 88,9%, o que representa uma taxa abaixo da média dos demais municípios brasileiros. A vacina de maior cobertura local é a Tríplice Viral (1° dose), com uma taxa de 94,3%, por outro lado, a Poliomielite apresenta maiores desafios, com uma cobertura de 84,60710441%.
Atenção básica e pré-natal
Em 2025, no município de Santo Ângelo, o percentual de nascimentos com pré-natal adequado foi de 79,9%, esta é o 266° melhor cenário no estado de Rio Grande do Sul. Também foram registrados casos de nascimentos com nenhum atendimento de pré-natal, isto ocorreu em 0,3% dos nascidos vivos no ano, o que pode ser considerada uma taxa baixa em relação aos demais municípios brasileiros e se posiciona como o 184° pior cenário do estado.
A cobertura de atenção básica em Santo Ângelo alcançou a taxa de 86% no ano de 2025. No estado, 408 municípios alcançaram a cobertura total de atenção básica para sua população. A cobertura de atendimento dos agentes comunitários e da estratégia de saúde familiar foi de 37% e 48%, respectivamente. Além disso, estima-se que o percentual da população coberta por planos e seguros de assistência suplementar à saúde (privados) é de 0%.
Hospitalizações
A taxa de hospitalização do SUS em Santo Ângelo apontam para um nível de internações abaixo da média nacional, com 6,23 mil hospitalizações para cada 100 mil habitantes. Além do baixo nível de internações, a evoluação desta taxa na última década apresenta resultados positivos, com uma queda muito abaixo dos demais municípios. No período de 2015 a 2025, a evolução do número de hospitalizações mostrou uma queda de -17,8 internações (a cada 100 mil hab.) por ano.
Em relação às taxas de hospitalizações sensíveis à atenção primária, que se refere aos casos de doenças que poderiam ser evitados com ações de atenção primária, o município apresenta um nível de internações abaixo da média, de 762 a cada cem mil habitantes. O crescimento desta categoria de hospitalizações ao longo da última década está abaixo dos demais municípios, com um aumento anual da taxa equivalente a -48,5 hospitalizações por cem mil hab. a cada ano.
Mortalidade
Com estes índices, o nível de mortalidade do município é o 196° maior do estado, com 987 ocorrências a cada cem mil habitantes. Nos últimos anos, a taxa de mortalidade cresceu em um ritmo de 21,5 óbitos a cada cem mil habitantes ao ano. Soma-se a estes valores o total de 121 mortes (a cada 100 mil habitantes) por causas evitáveis, a 248° maior taxa do estado, que tem apresentado um crescimento de 1,4 ocorrências para cada 100 mil hab. ao longo de cada ano.
Nascimentos
Entre 2015 a 2020, Santo Ângelo registrou 6,22 mil nascimentos, cerca de 1,04 mil novos bebês por ano. Ao longo dos anos, a tendência de crescimento de novos registros foi positiva e esta taxa de natalidade está acima da média dos demais municípios do Brasil. No período, houve mais nascimentos de meninos, 52,2 a cada 100 bebês.
Segurança pública
Durante o ano de 2024, foram registradas 14 vítimas de homicídio doloso no município. Esta quantidade foi menor que o desempenho de 2023, quando houve 16 vítimas na cidade. Em 2018, o número de casos de homicídio era de 5, representando uma piora na
Considerando o tamanho populacional, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes em Santo Ângelo é de 18,2, um valor considerado próximo à média. Com base neste indicador, o município é o 2° mais seguro da pequena região de Santo Ângelo.
Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Santo Ângelo apresenta uma pontuação geral de 50,7 pontos em 100, classificando-se em 1605 entre os 5.570 municípios brasileiros, o que indica um nível de desenvolvimento sustentável considerado médio. Ao todo, o município possui 5 áreas com nível muito baixo, 3 estão em nível baixo, 3 são consideradas médias, 6 áreas estão com nível alto e no patamar muito alto ainda não existem indicadores.
A avaliação dos ODS revela que os principais pontos críticos da cidade são: ODS9 Indústria, inovação e infraestrutura, ODS14 Proteger a vida marinha, ODS17 Parcerias para a implementação dos objetivos, ODS15 Proteger a vida terrestre.
Por outro lado, os índices de maior desenvolvimento da cidade encontram-se nos objetivos: ODS7 Energias renováveis e acessíveis, ODS13 Ação climática, ODS11 Cidades e comunidades sustentáveis, ODS12 Produção e consumo sustentáveis.
Mercado de trabalho
O município possui 20,5 mil empregos com carteira assinada, alimentador de linha de produção. A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,1 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 3,9 mil.
De janeiro a agosto de 2026, foram registradas 6,3 mil admissões formais e 6,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 147 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 361.
Na pequena região de Santo Ângelo este é o 2º melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 4º que mais cresce na pequena região de Santo Ângelo.
Pelas nossas projeções, o período acumulado até agosto de 2027 deve apresentar 9917 novas contratações e cerca de 9463 desligamentos, o que deve resultar em um saldo de 454 novos postos de trabalho na cidade. Apesar da projeção positiva, o histórico da movimentação de empregos na cidade dos últimos anos mostra um desempenho muito abaixo da média, em um cenário de retração do emprego nos últimos meses.
Entre as 22 atividades econômicas que tiveram movimentações de admissões ou desligamentos no último ano, 12 apresentaram saldo de empregos negativo, destacando-se os segmentos de Pecuária, Apoio à agricultura, pecuária e pós-colheita, Máquinas e equipamentos de uso geral (com saldos de -56, -6, -5 empregos, respectivamente). Por outro lado, 10 setores tiveram mais admissões que desligamentos, resultando em saldos positivos, como é o caso das atividades de Transporte rodoviário de carga, Comércio atacadista de máquinas, Lojas de materiais de construção (com saldos de 10, 6, 3 empregos).
Abertura de empresas
Até agosto de 2026 houve registro de 103 novas empresas em Santo Ângelo, sendo que 32 atuam pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (25). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 421 empresas.
Na região, somam-se 820 novas empresas, valor que é superior ao desempenho do ano passado. Destacam-se as cidades de Ijuí, Santo Ângelo, Santa Rosa, Panambi e São Luiz Gonzaga, que somaram um total de 462 novas empresas, o que representa 56,3% do total de empresas abertas na região no período.
Microempreendedores (MEI)
Até o dia 6 de dezembro de 2025, o município possuía um total de 6,57 mil microempreendedores individuais. Considerando o tamanho populacional da cidade, há uma taxa de 83 MEIs para cada mil habitantes, este indicador está bem acima da média dos demais municípios e é a 1° maior taxa da região imediata.
Durante o ano de 2023, o crescimento de MEIs tem sido abaixo da média brasileira, com um aumento de 4,6%, este desempenho é o 316° melhor do estado. No último mês, houve acréscimo de 25 registros do total de microempreendedores individuais.
Frota de veículos
O município de Santo Ângelo possui uma frota total de 59,9 mil veículos, sendo 41,3 mil (69%) carros, 13,4 mil (22%) motos e 2 mil (3%) caminhões. A cidade tem a 298º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui muitos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 134° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 2,4% da frota total do município. Este desempenho esteve muito abaixo da média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 359° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento dos automóveis, que apresentaram um aumento de 2,3% na sua frota desde o ano passado, obtendo o 367° melhor desempenho estadual.
Movimentação bancária
No acumulado do ano de 2026, até o mês de março, as estatísticas bancárias municipais de Santo Ângelo apresentam um movimento de crescimento dos seus valores de poupança, na ordem de 24,8%. No mesmo período, as operações de crédito tiveram alta de 24,3% e os financiamentos imobiliários também apresentaram crescimento, com aumento de 8,9%.
Considerando a evolução dos demais municípios, o movimento de ascendência da poupança está acima da média, o que pode indicar um aumento do poder de compra dos moradores. Nas operações de crédito, o ritmo é considerado próximo à média. Por fim, a evolução dos financiamentos imobiliários apresenta um mercado em estabilidade.
Transações via PIX
No acumulado do mês de setembro de 2026, o valor pago por pessoas físicas em transações financeiras via PIX somou um total de R$ 343 milhões de reais. Já o total recebido por conta jurídicas no mês foi de R$ 291,5 milhões de reais.
O valor das transações de setembro representa uma queda de -4,8% frente ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação do valor pago em transações pix foi de 4,9%, comparando com os demais municípios, este é o 6° melhor desempenho da pequena região de Santo Ângelo. Seguindo este ritmo, as nossas projeções indicam que o mês de outubro deve apresentar um crescimento de 1,9% no valor total de pagamentos PIX.
A quantidade média de transações PIX realizadas no município é de 22,2 por habitante no mês, este índice de adesão é considerado mediano, o que indica uma atividade econômica próxima ao esperado pelo tamanho do município. O ticket médio das transações realizadas é considerado próximo à média, demonstrando um usual poder de compra da população.
A partir das movimentações dos valores de PIX, é possível constatar que o município possui uma sazonalidade muito abaixo da média dos demais municípios. Dezembro é o mês de maior movimentação, com um nível de transação financeira 17,2% superior aos demais meses. Por outro lado, fevereiro é o mês de menor atividade financeira.
Cadastro Único e pobreza
Em junho de 2026, os registros de cadastro único do município somam 10,6 mil famílias e 7,1 mil pessoas em situação de pobreza, o que representa 9% do total de habitantes, já na condição de extrema pobreza são 8,3 mil pessoas (10,5% da população).
A participação do número de pessoas em extrema pobreza é considerada baixa, sendo a cidade com a 3° cidade com maior percentual dentro da pequena região de Santo Ângelo.
No último ano, o total de famílias registradas no Cadastro Único cresceu 22,1%, enquanto que o total de famílias em extrema pobreza aumentou 6,7%, uma variação próximo à média nacional.
Imposto de Renda
Em 2023, o número de declarantes do imposto de renda em cidade foi de 19,4 mil pessoas. O total de declarantes reduziu em -1,9% desde o último ano, o que representa um desempenho bem abaixo da média.
Considerando o tamanho populacional, o número de declarantes representa 24,5% do total de habitantes, este percentual é considerado acima da média quando comparado com a média dos demais municípios.
A soma dos gastos com despesas médicas declaradas no imposto de renda foi de R$ 79,4 milhões de reais, o que representa uma média de R$ 4,1 mil por declarante. Os gastos com instrução somam 34,4 milhões de reais e representam um total de R$ 1,8 mil por declarante.
Área urbana e loteamentos
O município de Santo Ângelo possui uma área total mapeada pelo IBGE de 27,6 km². Deste total, 26,5 km² são considerados urbanizadas, sendo que 94% são áreas urbanas densas e 6% são áreas pouco densas (com edificações espaçadas, com arruamento pouco definido e geralmente em processo de ocupação).
A densidade populacional no espaço urbano da cidade é de aproximadamente 2,9 mil habitantes por km², o que representa a 3° maior densidade na região e a 136° no estado.
O total de área considerada como loteamentos vazios na cidade é de 1,16 km², esta é a maior área de loteamentos da região e a 15° no estado. Considerando o total de área urbanizada, o potencial relativo de expansão da cidade é a 6° maior percentual de área de loteamentos da região e a 58° maior do estado, indicando sua capacidade de expansão urbana.
Domicílios
Em Santo Ângelo existem cerca de 27,6 mil domicílios, o que equivale a uma média de 2,81 pessoas por domicílio. Na região próxima, a média de habitantes por residência é de 2,78 e no estado, a média é 2,99.
No município, existem 29,7 mil domicílios ocupados para uma população de 76,2 mil pessoas, deste total 83,6% moram em casas, a taxa de residentes em condomínios é de 4,66 a cada mil moradores e a taxa para residentes em apartamentos é de 159,33 a cada mil.
A média de moradores por domicílio em Santo Ângelo é de 2,6 pessoas. Para moradores de casasa de condomínios, a média de moradores é de 2,1 e para apartamentos, a média é de 2,1 pessoas por domicílio.
A taxa de moradores em condomínios no estado é de 14,6 a cada mil pessoas e de 3,1 na região imediata. Comparando o desempenho local com cidades de mesmo tamanho, a taxa de moradores em condomínios é bem inferior aos demais, que possuem uma taxa média de 15,3 moradores a cada mil.
Em relação aos moradores de apartamentos, a taxa de pessoas residindo em apartamentos no estado é de 154,8 a cada mil. Já na região próxima, essa taxa é de 105,5. Em um comparativo com municípios de dimensões equivalentes, verifica-se que o número médio de habitantes em apartamentos é superior aos demais, que possuem uma taxa média de 69,4 moradores a cada mil.
De acordo com o IBGE, foram identificados 4,9 mil domicílios não ocupados na cidade, sendo que 1,2 mil são considerados imóveis de uso ocasional e 3,7 mil estão vagos. Considerando os domicílios ocupados do município, o percentual de uso ocasional é de 3,4%, um valor considerado , já a taxa de domicílios vagos é de 10,6%, o que também se classifica como um percentual .
Cerca de 12,3% das casas do município não estão ocupadas, a maior parte são consideradas como domicílios vagos, que representam 9,4% das residências totais da cidade. Quanto aos apartamentos, o percentual de imóveis não ocupados é de 20,2%, sendo que 5,4% são classificados como de uso ocasional e 14,8% estão totalmente vagos.
Edificações e comércio
Pelo mapeamento do IBGE, foram identificados 664 edifícios em construção, este montante é o 3° maior da região intermediária e o 41° do estado. Considerando o tamanho populacional da cidade, há uma taxa de 8,7 edifcíos sendo construídos a cada mil habitantes, neste quesito, a posição da cidade é de 35° no ranking regional e 322° no estadual.
A taxa de estabelecimentos comerciais da cidade é um pouco inferior a da região, com um nível de 58,7 comércios para cada mil habitantes, enquanto a taxa regional é de 61,6. Na região, as cidades que têm a atividade comercial mais desenvolvida são São Miguel das Missões (taxa de 103,2, e Santo Antônio das Missões (95,5) e Tucunduva (85,7).
Minha Casa, Minha Vida
O programa do Minha Casa, Minha Vida já entregou 876 moradias em Santo Ângelo, todas elas financiadas pela CAIXA. Não há registros de unidades habitacionais em construção na cidade.
Com as moradias entregues, o município alcança uma taxa de 11,1 unidades habitacionais para cada mil habitantes, esse valor está acima da média estadual, de 8,5, situando-se como o 219° município do estado com maior taxa de cobertura das moradias do programa.
No que tange ao financiamento, são 198 moradias financiadas na Faixa 1, com um valor médio de compra de R$ 104,4 mil. Para a Faixa 2, são 627 unidades financiadas, com um valor médio de compra de R$ 124,9 mil. Por fim, a Faixa 3 conta com 115 unidades, ao valor médio de R$ 171,8 mil.
Turismo
De acordo com o Ministério do Turismo, Santo Ângelo pertence ao Polo Rota Missões. Este polo turístico envolve 27 cidades, as quais atraem um total de 0,1 milhões de turistas por ano (7,9% internacionais). Entre as 27 regiões turísticos do estado, o Polo Rota Missões é o que 19° que mais atrai turistas. No cenário nacional, este é o 190° maior destino turístico nacional.
A cidade de Santo Ângelo foi classificada pelo Ministério do Turismo como uma município do cluster C, que representa as cidades brasileiras com potencial turístico mediano. No ano de 2019, a agência nacional do turismo encontrou 64 empregos no setor, além de 8 empresas. As atrações turísticas da cidade ano ano foram capazes de atrair 53,4 mil turistas nacionais, o que representa 40,2% do total de turistas do polo turístico. Já o número de turistas internacionais foi de 2,6 mil.
Perfil da frota
O município de Santo Ângelo possui uma frota total de 59,9 mil veículos, sendo 41,3 mil (69%) carros, 13,4 mil (22%) motos e 2 mil (3%) caminhões. A cidade tem a 298º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui muitos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 134° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 2,4% da frota total do município. Este desempenho esteve muito abaixo da média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 359° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento dos automóveis, que apresentaram um aumento de 2,3% na sua frota desde o ano passado, obtendo o 367° melhor desempenho estadual.
Comércio exterior
Durante o ano de 2025, o município de Santo Ângelo - RS registrou um valor exportado de USD 168,7 milhões. Nos últimos anos, houve movimentação de empresas locais exportando produtos para fora do país desde 1997 até o ano de 2025, com uma taxa média de crescimento de 121,1% ao ano.
Em 2025, as importações realizadas pelo município de somaram USD 7,3 milhões. A presença de operações de compra internacional por parte de empresas locais foi registrada ao longo do período de 1997 a 2025. Nesse intervalo, o município apresentou uma taxa média de crescimento anual das importações de 105,1%.
No último ano, as exportações do município estiveram concentradas na venda de Carnes de animais da espécie suína, Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, Partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 8701 a 8705, Preparações alimentícias não especificadas nem compreendidas noutras posições, Tripas e outros. Estes produtos representaram 98,6% das exportações municipais.
As importações de 2025 do município estiveram concentradas na aquisição de Outros veículos aéreos (por exemplo: helicópteros, Instrumentos e aparelhos para medicina, Microfones e seus suportes, altifalantes, Mástique de vidraceiro, Polímeros naturais (por exemplo: ácido algínico) e polímeros naturais modificados (por exemplo: proteínas endurecidas entre outros. Estes produtos representaram 73,5% do total importado pelo município.
Os principais destinos das exportações do município incluíram países como Filipinas, Hong Kong, China, Chile, Singapura, que absorveram maior parte dos produtos enviados para o exterior. Estes mercados representaram 79,9% das exportações municipais.
As importações registradas em 2025 tiveram como principais origens países como Estados Unidos, Alemanha, China, Itália, Dinamarca, responsáveis pelo fornecimento de grande parte dos produtos adquiridos no exterior. Estas fontes de produtos representaram 90,3% das importações municipais.
Oportunidades de negócio
A participação do comércio, somado aos serviços de alojamento e alimentação, representa 12% do total de trabalhadores e está concentrada nos supermercados e lojas de variedades e nas lojas de roupas e calçados, que empregam 764 trabalhadores.
Ao todo, existem 61 modalidades diferentes de comércio na cidade. Com isso, a diversidade do comércio de Santo Ângelo é considerada alta, assim como a dos serviços, que também contempla empresas de vários setores na cidade, tornando a concorrência mais acirrada de um modo geral.
Comparando o desempenho da cidade com a média dos municípios com tamanho populacional similar, tanto o comércio quanto os serviços apresentam maior grau de desenvolvimento comercial.
Ainda em comparação com municípios de tamanho similar, os supermercados e lojas de variedades e as padarias, açougues e fruteiras se destacam com operações de maior volume de trabalhadores per capita que os demais municípios, o que indica alta concorrência nestes setores. No caso dos supermercados e lojas de variedades são 491 funcionários para cada 10 mil habitantes na cidade, enquanto a média em outros municípios é de 475, resultando em uma diferença de 16 trabalhadores entre a taxa real e a taxa esperada. Já no caso das padarias, açougues e fruteiras, o município possui um total de 16 funcionários a mais para cada 10 mil habitantes, o que também o classifica como atividade de alta concorrência.
Por outro lado, as atividades das clínicas médicas, o comércio atacadista de roupas e cosméticos e os serviços de bufê demonstram grande potencial para novos investimentos locais. O segmento das clínicas médicas costuma apresentar uma taxa esperada de 504 trabalhadores para cada 10 mil habitantes, enquanto a cidade possui uma taxa de 491, resultando em uma diferença de -13. O mesmo ocorre para o setor do comércio atacadista de roupas e cosméticos, que apresenta uma diferença entre a taxa real e esperada de -11 trabalhadores para cada 10 mil habitantes.
Destaca-se que os segmentos do comércio atacadista de químicos, papel e sucatas e o comércio atacadista de eletrônicos e informática representam atividades que costumam ter movimentação de trabalhadores em cidades de tamanho similar, mas que não demonstraram vínculos formais de emprego na cidade.
Menor saturação relativa frente a cidades semelhantes.
Atividades já bem atendidas na cidade.
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De acordo com o Censo, o bairro mais populoso da cidade é Centro, com 16,3 mil habitantes, o que representa 21,3% da população da cidade, seguido do bairro Santa Barbara, com 3,9%.
No município de Santo Ângelo, a média municipal é de estabelecimentos comerciais é de 13,1 a cada 100 domicílios. Os bairros que possuem a maior número de comércios são Centro, com 54,7% do total da cidade, em seguida aparecem os bairros Oliveira (2,8%) e Dido (2,2%).
De acordo com o Censo, existem cerca de 639 edificações em construção no município, o que equivale a um índice de 1,9 construções para cada 100 domicílios. Os bairros com maior movimentação imobiliária são Centro, com um percentual de 23% do total de edificações em construção municipal , Oliveira (1,7%) e Dido (4,5%).
Ritmo de abertura por bairro
Em Santo Ângelo, 29 bairros têm empresas em número suficiente para medir o ritmo de abertura — a proporção de empresas que abriram nos últimos doze meses e seguem ativas, sobre a base de cada bairro. A mediana da cidade é de 3,7%: de cada cem empresas ativas num bairro típico, cerca de 4 entraram no último ano.
Os bairros de maior ritmo são Dido (7,1% sobre 226 empresas), Indubras (5,6% sobre 131) e Bairro Jose Alcebiades de Oliveira (5,4% sobre 214).
O bairro Centro concentra a maior base de empresas da cidade (4.603), com ritmo de 2,6% — abaixo da mediana, leitura comum em área consolidada, onde a base já é grande e a entrada de novos CNPJs pesa pouco sobre ela. O indicador mede entrada: ele não desconta as empresas que fecharam, então ritmo baixo não significa retração.
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Empresas em Santo Ângelo
Até agosto de 2026 houve registro de 103 novas empresas em Santo Ângelo, sendo que 32 atuam pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (25). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 421 empresas.
Na região, somam-se 820 novas empresas, valor que é superior ao desempenho do ano passado. Destacam-se as cidades de Ijuí, Santo Ângelo, Santa Rosa, Panambi e São Luiz Gonzaga, que somaram um total de 462 novas empresas, o que representa 56,3% do total de empresas abertas na região no período.
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